Pernambuco tem o 2º maior crescimento econômico do Brasil em 2026
Prévia do PIB calculada pelo Banco Central aponta alta de 4,85% de janeiro a agosto, mais que o triplo da média nacional. Indústria, comércio e emprego puxam o resultado e colocam o estado na liderança do Nordeste.

A economia de Pernambuco cresceu 4,85% nos oito primeiros meses de 2026. O dado é do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), calculado pelo Banco Central, e coloca o estado com o segundo maior crescimento do país no período, atrás apenas do Rio de Janeiro (4,98%). A média brasileira ficou em 1,55%.
No Nordeste, ninguém cresceu mais. E o resultado não é pontual: no acumulado de 12 meses até agosto, Pernambuco avançou 3,77%, terceira maior alta do Brasil e, mais uma vez, a primeira da região.
O IBCR funciona como uma prévia do PIB estadual. É um indicador preliminar, que pode ser revisado quando o IBGE fechar as contas regionais, mas é hoje a referência mais usada para medir o ritmo da economia de cada estado ao longo do ano.
Indústria e comércio lideram a arrancada
Dois setores explicam boa parte do desempenho. A produção industrial pernambucana cresceu 13,9% de janeiro a agosto, segunda maior alta do país. No comércio, o estado teve o maior crescimento do Brasil tanto no varejo restrito (10%) quanto no varejo ampliado (8,8%), que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício.
A trajetória vem de longe. No primeiro trimestre, o IBCR de Pernambuco já havia subido 8,1%, o maior avanço do país naquele momento, com a indústria crescendo 29,6% e o varejo 12,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo com a desaceleração natural ao longo do ano, o estado se manteve no topo do ranking.
Emprego e novas empresas acompanham o ritmo
O mercado de trabalho confirma o movimento. Em agosto, Pernambuco abriu 13.428 vagas com carteira assinada, segundo o Caged: o maior saldo do Nordeste e o terceiro do Brasil. Só a cadeia sucroenergética respondeu por 5.050 dessas vagas, reflexo do início da safra da cana na Zona da Mata.
A construção civil também ganhou peso. Ao longo do ano, o emprego no setor cresceu cerca de 20%, impulsionado por obras de infraestrutura, que avançaram 70%.
O empreendedorismo segue a mesma direção. Em agosto, foram abertas 14.634 empresas no estado, alta de 18,6% sobre o mesmo mês do ano anterior. Pernambuco soma hoje 807,4 mil empresas ativas, o segundo maior número do Nordeste.
O que o resultado sinaliza para quem investe
Para o empresário, o recado é que Pernambuco combina hoje três fatores que costumam andar separados: indústria em expansão, consumo aquecido e mais gente empregada. É o tipo de cenário que favorece quem fornece para a indústria, quem vende para o consumidor final e quem presta serviços para empresas que estão crescendo.
O estado também reforça uma tendência que aparece em outros indicadores deste ano: o Nordeste crescendo acima da média do Brasil.
De olho nos próximos movimentos
Os próximos números do IBCR e o fechamento do PIB estadual vão mostrar se o ritmo se sustenta até o fim do ano. A combinação de indústria, comércio e emprego em alta, porém, já coloca Pernambuco entre os mercados mais dinâmicos do país em 2026.
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